Não dá mais para correr ou fugir: o HTML5 está aí

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Não dá mais para correr ou fugir: o HTML5 está aí

O YouTube anunciou há pouco tempo que substituirá o Adobe Flash pelo HTML5 como sua forma padrão de reproduzir vídeos. Na ocasião, o blog de engenharia da plataforma trouxe algumas explicações sobre a mudança do próprio Richard Leider, gerente de engenharia da companhia. Mas o que esse passo realmente significa?

Pontapé oficial
O HTML5 já está em desenvolvimento há algum tempo, mas ficou realmente “pronto” no fim de 2014, quando virou de fato um padrão, conforme explica Renato Mattos, desenvolvedor de front-end da Vouclicar.com. Antes, alguns recursos eram lançados e os browsers iam adotando gradativamente essas funções. Com esse quadro, o YouTube teve mais segurança para anunciar essa troca, que já vinha ocorrendo aos poucos e agora se tornará um padrão. “Vai levar um tempo para que todos os vídeos migrem para o HTML5, mas esse foi o pontapé oficial – não inicial”, explica.

O fato de a nova versão da linguagem passar a se tornar padrão, na visão de Gabriel Sporch, designer de interface da Globalweb Corp, é uma resposta ao que a tecnologia hoje em dia exige. “A web sentiu necessidade de criar um modo mais universal de desenvolvimento”, aponta. Não existem problemas no HTML4, mas suas capacidades não foram pensadas para a grande ascensão dos dispositivos móveis a que assistimos atualmente.
A novela do Flash
Houve um movimento crucial para o desenvolvimento do HTML5: a Apple, quando lançou o iPhone e trouxe o iOS, não deu espaço ao suporte do Adobe Flash, apoiando totalmente o desenvolvimento da linguagem. Nesse momento, como muitos dizem, Steve Jobs declarou guerra ao Flash, chegando a publicar uma carta aberta a Adobe explicando seus motivos.

“O Flash, além de ser proprietário, tinha muitas falhas de segurança, era muito pesado”, explica Mattos. Para uma empresa com a ambição de design da Apple, foram motivos suficientes, fora o fato de que essa tecnologia não estava preparada para o mundo touch screen, como aponta Jobs em seu comunicado.

Em casos de falha de segurança, por exemplo, pelo fato de ser proprietário, é necessária uma corrida para lançar um novo plugin de atualização que todos os usuários precisam fazer o download para se ver livre da vulnerabilidade. Já ocorreu diversas vezes – em 2009, a Symantec destacou o Flash como um dos piores recordes de segurança do ano.

Multitela
“Com a padronização geral da web não só a parte de desenvolvimento foi facilitada, mas foi criado um padrão de design”, aponta Sporch. O HTML5 permite que os sites sejam responsivos e garantem a boa navegabilidade para os usuários. “Antes até do iPhone, o que se via eram as pessoas tendo que se adaptar aos devices. Existiam aqueles sites WAP que eram horríveis e cada aparelho tinha um estilo de tag. Muitas vezes um site desenvolvido para um aparelho Motorola não funcionava corretamente em um Nokia, por exemplo”, recorda o designer de interface.

Com a adoção do HTML5, não só a vida do usuário é facilitada (adeus, plugins!), mas o trabalho dos profissionais da web também se tornou mais “regrado”. Fora isso, a nova versão traz muitas funções interessantes para o desenvolvimento das páginas, como animações e novas possibilidades de design.

Mercado
No que se refere às possibilidades profissionais, os interessados devem ficar atentos. “Quando se fala em código HTML, o que muda entre a versão 4 e a 5 não é muito, mas o HTML 5 não roda sozinho. Ele vem em conjunto com outras tecnologias, como CSS3 – o que faz as animações acontecerem – e o Javascript, que são tecnologias que evoluem mais rápido e tem um grau de dificuldade maior para serem entendidas pelo desenvolvedor. Mudar da versão 4 para a 5 é simples, mas entender as outras tecnologias é mais difícil”, destaca Renato Mattos.

Ao mesmo tempo, esse quadro fez com que desenvolvedores e designers se entendam melhor. “Hoje, o designer precisa obrigatoriamente ter noção de HTML5 para elaborar seus projetos. E o desenvolvedor, que antes não se preocupava com efeitos e animações, agora precisa enxergar também essa parte”, explicita Gabriel Sporch.

 

Fonte: B2b Magazine

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